Ceará e Fortaleza vivem uma crescente nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, respectivamente. Os horizontes, hoje, são amplos para as duas equipes. Mas, para não estancar, é preciso não somente fazer cálculos, mas planejamento. A receita é explorar os pontos fortes que os dois mostram neste returno.
 

Em Porangabuçu

O Vovô, por exemplo, tem 11 rodadas pela frente e precisa chegar aos 45 pontos para ter 99% de chance de permanecer na elite em 2019. Lisca avaliou os próximos duelos como “pedreiras”. Cruzeiro, Botafogo e o hoje líder Palmeiras são os próximos adversários. O time de Porangabuçu tem de manter a confiança de Everson no gol, a consistência defensiva e, mais que tudo, a eficácia do ataque demonstrada diante da Chapecoense.

Na frente, Arthur e Leandro Carvalho, principalmente, devem assumir esse lugar de referência. Para seguir na elite, o Ceará tem que conquistar cinco vitórias nos 11 confrontos restantes, aproveitamento menor do que 50%.

Hoje, o time tem a quinta melhor campanha do returno, com 58,3% de aproveitamento. “Nessa reta final, temos várias equipes grandes (pela frente), e a postura é jogo a jogo. É decisão para todo mundo”, comenta o técnico Lisca.

Contra a Chape, pesou muito os brilhos individuais. O zagueiro Valdo e o atacante Arthur colocaram o time em destaque na seleção da rodada da Série A. Além disso, a presença da torcida do Ceará, com o fato de ela ter abraçado o time desde a chegada de Lisca, é um ponto a ser explorado neste momento. Em casa, o time não pode deixar escapar pontos preciosos. Lotar o Castelão é fundamental para dar moral ao elenco e à comissão técnica.

“Vamos lutar muito para que a equipe possa se afastar de vez do Z-4 nas próximas semanas. Já provamos que a equipe tem condições disso. Não faltará entrega e dedicação de todos para que isso seja possível. O elenco vem batalhando para terminar o ano com o Ceará na Série A”, afirma Valdo, autor do primeiro gol da vitória contra a Chapecoense, que tirou o Vovô do Z-4.

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No Pici

O Fortaleza tem uma situação confortável na liderança da Série B do Campeonato: são oito pontos de vantagem para o quinto colocado, o Guarani. Mas não há discurso de favoritismo à vista. O próximo jogo é sempre o mais importante, ressalta o técnico Rogério Ceni.

Portanto, o jogo contra o Brasil de Pelotas, às 20h30, no Estádio Bento de Freitas, é visto como mais uma decisão. Na luta pelo acesso, o time do Pici não pode deixar para trás as características que o marcam: domínio de jogo e posse de bola.

É anulando o adversário em campo que os resultados do Fortaleza têm vindo na Série B, principalmente nos confrontos na Arena Castelão, com a torcida.

Diante do São Bento, embora tenha vencido, o Leão teve muitos erros de passe: só acertou 296. Isso não pode ocorrer na sequência diante de Brasil-RS, Oeste e Paysandu. Além disso, jogadores que são referências, a exemplo de Marcelo Boeck, Bruno Melo e Gustavo, precisam render o máximo.

O atacante, por exemplo, já não marca desde o jogo diante do Londrina, na 23ª rodada. A Segundona já vai para a 30ª. São quatro vitórias para o acesso em nove jogos. “Como o professor (Ceni) vem fazendo, é pensar jogo a jogo para tirar um pouco dessa ansiedade. Pensar em quantos pontos faltam pode atrapalhar a nossa trajetória”, defende o zagueiro Ligger.

Outro trunfo é o poder de reação na adversidade. Em jogos desta Série B, o Leão vem provando que não desanima quando está atrás no placar. Foram viradas que garantiram pontos preciosos e que dão sempre esperança quando o roteiro do jogo não é lá dos melhores. “Se eu não pensar em possível acesso e título, eu vou estar mentindo para você. Mas todo mundo está preparado, está com cabeça boa. Vamos pensar no Brasil de Pelotas e no Oeste para conseguir os nossos objetivos”, complementa Ligger. A batalha agora é para pontuar fora.

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste/Thaís Jorge