Dia 30 de outubro de 1988, circuito de Suzuka. Ayrton Senna tem a sua McLaren mais uma vez posicionada na ponta do grid de largada, mas vê o motor do carro apagar e cai para a 14ª posição. O que se desenhava como uma decepção, porém, foi transformado pelo brasileiro em uma grande corrida de recuperação e, já na 27ª volta das 51 daquele GP do Japão, ultrapassou o rival e companheiro de equipe, Alain Prost, para assumir a liderança e não mais perdê-la até a bandeirada final. A heroica vitória garantiu ao saudoso ídolo o primeiro dos seus três títulos na Fórmula 1.

Trinta anos depois, a família Senna ainda exalta o grande legado deixado pelo piloto, morto de forma trágica em 1994 no GP de San Marino, dentro e fora das pistas. E a própria imagem inabalável de Ayrton, sempre atrelada a uma lembrança de quem se consagrou como um dos maiores nomes da história do automobilismo e do esporte mundial, continua colhendo frutos.

A irmã de Ayrton, Viviane Senna, qualificou a entidade que leva o nome do piloto e é presidida por ela como o maior presente para as gerações futuras que se inspiraram nos feitos do herói. Entre outras coisas, Viviane também lembrou com saudade daquela conquista emblemática que completa 30 anos nesta terça-feira.

“Eu lembro que o Ayrton viveu intensamente aquela temporada do primeiro título dele na Fórmula 1. As vitórias foram muito marcantes, principalmente a última em Suzuka, quando ele precisou ultrapassar mais da metade dos adversários após o problema que teve na largada”, disse.

Viviane ainda relembrou a personalidade de Senna fora das pistas. “O Ayrton sempre teve um carinho muito grande dos fãs japoneses. Ele é considerado no Japão como um herói, como um samurai. A McLaren era equipada pelos motores Honda entre 1988 e 1992, então havia muitos japoneses na equipe e o público torcia realmente por ele”.

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Fonte: Diário do Nordeste