O candidato Eduardo Girão (Pros) foi eleito senador do Ceará com 17,09% dos votos, ultrapassando as pesquisas e derrotando o presidente da Câmara Federal, Eunício Oliveira (MDB), em uma disputa voto a voto até 99,8% das urnas apuradas.

Em entrevista à Tribuna BandNews FM, o candidato comentou que a vitória não foi uma surpresa. “Nós rodamos muito quatro meses, conversando com as pessoas, sentindo o olhar. A gente percebia claramente um desejo de mudança e renovação. As nossas pesquisas internas apontavam isso, então a gente tava tranquilo”.

Para ele, a vitória é uma representação da intolerância da população diante da corrupção. “Nós demos um sinal claro de que a população não tolera, foi um recado para todos os políticos que foram eleitos aqui. A gente sabe todo o poderio econômico e político. Eram 24 partidos de um lado, as estruturas governamentais todas estavam do lado de lá. O cearense não está à venda, porque dinheiro tinha muito do outro lado, tinha muito poder do outro lado, mas o povo cearense mostrou que é libertário”.

A corrupção, inclusive, foi citada como a principal luta do senador eleito na Câmara Federal. Outro ponto citado por ele é a criação da CPI do Narcotráfico. “Para saber quem é que está por trás do crime organizado, quem são os poderosos. População está com medo, assustada, mas não era para ser assim. As pessoas precisam ser fortes”.

Sobre as declarações de apoio ao candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, Girão disse que é eleitor dele, mesmo existindo algumas divergências entre os dois. “Nós não podemos ficar em cima do muro, mesmo eu tendo discordância em alguns pontos… Como o controle de arma de fogo, que eu sou a favor, e ele quer liberar, então vou fazer esse contraponto. Ao mesmo tempo, temos um alinhamento em algumas pautas que são muito importantes. Por exemplo, a questão da vida desde a concepção, contra o aborto, liberação de drogas, erotização das nossas crianças e contra a ideologia de gênero, que é uma covardia”.

Ele afirma que Bolsonaro não era o seu candidato ideal. “Mas dentre os que estavam no primeiro turno foi o que eu escolhi”.

Com a vitória, em 2019 Eduardo Girão se junta a Cid Gomes (PDT), eleito com 41,62% dos votos, e o senador Tasso Jereissati (PSDB), que vai cumprir o segundo mandato como senador. Girão disse que vai optar pelo diálogo. “São três partidos, mas são pessoas que têm vivências e experiências. Eu sou o novato dessa história toda aí. Minha vida toda eu me pautei pelo diálogo”. Eduardo Girão e Cid Gomes assumem o cargo no senado a partir de 1º de janeiro de 2019.

Nordeste Notícia
Fonte: Tribuna do Ceará

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