Pessoas com algum tipo de deficiência terão atendimento especializado para realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorrerá nos dias 4 e 11 de novembro.

Os recursos só serão disponibilizados para quem fizer a solicitação durante a inscrição e apresentar um laudo médico, comprovando a necessidade. Além da justificativa para o atendimento especializado, o laudo médico deverá conter nome completo do participante, diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (Cid-10), além da assinatura do médico e seu número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Os cegos poderão optar por realizar a prova em braille ou com ledor e transcritor; as pessoas com baixa visão poderão solicitar a prova ampliada com fonte 18, ou superampliada com a fonte 24; para os surdos ou pessoas com deficiência auditiva, há a disponibilidade de tradutor-intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), videoprova em Libras e leitura labial. Além desses recursos, todo candidato com deficiência poderá solicitar o tempo adicional de uma hora para a conclusão da prova.
Caso a pessoa com deficiência precise de algum material específico para realizar a prova, como reglete e punção (utilizados para a escrita em braille) para cegos, estes são de responsabilidade do aluno e passarão por vistoria do fiscal antes do início da prova.
Se o pedido de atendimento especializado for negado, o candidato com deficiência receberá uma notificação no e-mail ou celular cadastrados durante a inscrição e terá o prazo de 5 dias corridos para enviar novamente os documentos.
Lucas Lima, que é cego, é uma das pessoas com deficiência que vai prestar Enem neste ano. Ele vai tentar ingressar no curso de direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Vou pedir a prova em braille e o auxílio de um ledor. Infelizmente o Inep não oferece a possibilidade do cego fazer a prova no computador, com ajuda de leitores de tela,” critica.
Em 2017, 1.310 surdos e 3.683 pessoas com deficiência auditivos se inscreveram para o Enem. Desses, 1.635 solicitaram a videoprova. Essa foi a primeira vez que o recurso foi ofertado durante o exame. Outros 1.357 optaram por realizar a prova em libras, recurso que já era oferecido em anos anteriores.
Fonte: Diário do nordeste