Vitor Belfort fará no próximo domingo, dia 14, em St. Louis, sua última luta profissional de MMA. É a última luta de seu contrato com o UFC. Mas é possível que ele um dia decida voltar a lutar depois de enfrentar Uriah Hall e pendurar as luvas? O lutador carioca sinalizou que apenas uma coisa o faria repensar a decisão: dinheiro. Sem meias palavras, Belfort apontou que somente uma oferta milionária o faria mudar os planos.

– Muito dinheiro, bota milhões nisso! Mas enfim, vou estar sempre treinando, ajudando as pessoas, tenho muitos amigos lutando, o pessoal da Tristar, tem o Cezar Mutante, vou estar sempre preparado, esse é meu lifestyle. Mas tem que ser muito interessante (a proposta), estou muito satisfeito de ter tomado essa decisão (de parar). Estou falando de US$10 milhões para cima para começar a conversa – afirmou Vitor Belfort, em conversa pela internet com a imprensa brasileira, direto da cidade no estado de Missouri, nesta última quinta.

Depois da aposentadoria do octógono, Belfort estará voltado exclusivamente para sua academia, a Belfort Fitness and Lifestyle. Ele quer descansar o corpo depois de 22 anos de carreira como lutador de MMA, e iniciar o que chama de “segunda jornada”.

– Na segunda-feira começo a abrir franquias da minha academia. Estou investindo nos meus negócios, é hora de descansar meu corpo. Quero abrir academias não só nos EUA, mas no Brasil, e estou focado na minha segunda jornada.

  

Vitor Belfort vem de vitória no UFC contra Nate Marquardt, em junho do ano passado, no RIo (Foto: André Durão)
Vitor Belfort vem de vitória no UFC contra Nate Marquardt, em junho do ano passado, no RIo

Belfort também não entrou em detalhes de uma possível oferta do UFC para que trabalhe na organização. Ele voltou a falar que hoje tem outros objetivos, e fará apenas algo que lhe traga satisfação.

– Falaram algumas coisas, mas vamos ver. Com certeza vou estar sempre em volta do esporte, acho que tenho muito a contribuir, já contribuí bastante, dentro e fora do octógono. Na aproximação do UFC com a Globo, fui o pivô para que isso acontecesse. Sempre tive essa visão dos negócios, amo o mundo dos negócios. E sei do meu valor, mas o importante é que eu esteja satisfeito com aquilo que tenham me oferecido. Meu foco é poder investir nos meus negócios com franquias da minha academia. Estou focado nisso agora.

Aos 40 anos, com 26 vitórias e 13 derrotas no cartel, o lutador carioca e ex-campeão meio-pesado do UFC avisou que sua despedida não tem nada de relaxante. O fato de não ser a luta principal ou ser seu combate derradeiro não traz relaxamento.

– Dizer que me sinto relaxado é mentira, vou sair na porrada! O cara tem que estar preparado e tenso. Papo de relaxado…não é balé, e nem no balé acho que fica relaxado (…). Não existe card grande ou menor, é luta. Quando fechar o octógono, para mim é uma alegria. Não gosto de dar tchauzinho, fazer festa porque é luta de despedida, isso não é futebol. Não tem como ficar relaxado, curtir, dar adeus, fazer festa. Esse é um esporte sério, para mim é um card acolhedor, cheio de gente fera, de pessoas que são o futuro do esporte. Sou muito feliz pelo que já conquistei, e estou feliz, me sinto especial – destacou Belfort, que treinou na academia Tristar, no Canadá, a mesma de Georges St. Pierre.

Sobre o adversário sete anos mais novo, com 13 vitórias e oito derrotas no cartel, Belfort fez elogios, e destacou que ao longo da carreira sempre enfrentou os melhores.

– Ele é um lutador talentoso, e é luta, tem que ir lá e colocar em prática aquilo que praticamos. Que a noite seja minha, e não dele. Ele tem um arsenal muito bom. É isso que a gente está atrás, de lutar com gente boa. Você só pode ser julgado pelas pessoas que você enfrentou. É o grande troféu de um campeão.

Perguntado se, ao encerrar a carreira, se sente entre os dez melhores lutadores de MMA de todos os tempos, Belfort preferiu a resposta política. Se disse satisfeito com o que fez, mas deixou o julgamento para os fãs e críticos.

– Não gosto nem de pensar nisso. É tanta prepotência eu dizer isso, ou achar isso… Para uns, sim (estou entre os dez melhores), para outros não. Sou satisfeito com o que fiz. Sou um cara muito contente, muito feliz.

Para quem quiser saber mais sobre o que pensa o lutador que ainda hoje é o mais novo a se tornar campeão do UFC, aos 19 anos, Vitor Belfort prometeu escrever uma biografia.

– Em breve vou lançar meu livro, vocês compram e vão saber de tudo. Estou guardando todos, vou contar de todos os meus arrependimentos. Vou abrir o jogo!

O Combate transmite o UFC St. Louis ao vivo e com exclusividade neste domingo a partir de 20h50 (horário de Brasília). O Combate.com acompanha em Tempo Real e exibe as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo ao vivo.

Fonte: Combate.com