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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a Rússia e a China como rivais e retirou as mudanças climáticas da lista de ameaças ao país no novo plano de segurança dos EUA, apresentado nesta segunda-feira (18/12). O documento reforça ainda a estratégia protecionista do republicano.

No discurso de apresentação do plano, Trump afirmou que os EUA enfrentam rivais “poderosos” como Rússia e China, com quem pretende buscar “parceria”, mas sempre em favor dos interesses americanos.

O presidente insistiu ainda que é preciso reconhecer “os erros do passado para colocar aos Estados Unidos no lugar merecido” e enfatizou a necessidade de “criar fronteiras”, “proteger a pátria” e incluir um plano econômico internacional que também defenda os interesses do país.

“Defenderemos a nós mesmos e nosso país como nunca antes”, afirmou o presidente, em Washington.

Além disso, Trump insistiu que “uma nação sem fronteiras não é uma nação”, “uma nação que não garante a prosperidade no país não pode assegurar seus interesses no exterior” e “uma nação que não está preparada para ganhar uma guerra é uma nação que não é capaz de prevenir uma guerra”.

Seguindo o lema que o magnata repetiu durante a sua campanha eleitoral, “os Estados Unidos em primeiro lugar”, o governo delineou sua estratégia com base neste princípio, mas, segundo indicou uma funcionária em entrevista coletiva anterior ao discurso do republicano, “os EUA em primeiro lugar, não significa os EUA sozinhos ou isolados”.

No documento de 68 páginas, o governo Trump identifica quatro pilares estratégicos de segurança: proteger a pátria, promover a prosperidade dos EUA, preservar a paz com a força e impulsionar a influência americana. A equipe removeu da lista de ameaças ao país o aquecimento global, que havia sido incluído no plano por Barack Obama, em 2015.

De acordo com o plano, os EUA enfrentam “poderes revisionistas” que tentam colocar o mundo em conflito com os valores americanos, entre os quais identificou a China e a Rússia. Segundo o documento, os dois países tentam minar a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos.

“A China e a Rússia querem criar um mundo que seja a antítese dos valores e interesses dos Estados Unidos”, ressalta o texto.

Trump classificou ainda com perigos para os EUA entrada de imigrantes e a infiltração do jihadismo, tanto dentro dos Estados Unidos como em outros países.

 

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Fonte: Deutsche Welle