Toda cidade tem seus tipos populares. Ipueiras tem os seus. Em 12 de dezembro de 1970 um “baixinho” bom de prosa, vindo das bandas do município de São Benedito chegava na terra do “lugar raso” – Ipueiras. Todos o conhecem pelo apelido de “Cabrito”. Francisco Mauricio de Oliveira, hoje com 71 anos, viúvo, é pai de 11 filhos. Tem orgulho da sua origem e faz questão de mencionar que tem até filho “Dotô adevogado”.  

A história deste cearense nos permite o encantamento pelos ipueirenses mais comuns. Um septuagenário que entrou para narrativa de Ipueiras, se emociona com o apoio recebido pelo Cel. Meton, Seu Cazuza Sampaio e muitos outros amigos em tempos difíceis nas décadas de 70 e 80.

Tudo começou quando Francisco, que até então era conhecido pelo seu prenome, foi morar no “Morro da Chica Baú”. Aquele moço franzino tinha o hábito de sentar-se em uma pedra no alto do morro todo final de tarde após chegar do trabalho. Com uma garrafa de café na mão e um copo, era ali que ele descansava e passava horas contemplando a cidade.

O comportamento do rapaz logo chamou a atenção dos moradores, em especial, do senhor Meton Nunes Alexandre, este, sempre visitava a comunidade. Certo dia, Meton se aproximou do morador e o advertiu dizendo: “Quem vivi em cima de pedra é cabrito”. Daquele dia em diante, Francisco saia de cena para dar lugar ao apelido que o tornaria conhecido por “Cabrito” em todo município.

Como forma de homenageá-lo, em 7 de setembro de 2006, na primeira gestão do prefeito Nenem do Cazuza, foi celebrado uma grande festa no Centro Comunitário Simão Alves da Costa. O “Morro Chica Baú” ganhava nova nomenclatura, a partir daquele dia, passaria a ser chamado “Morro do Cabrito”. O local absorveu seu jeito de ser, de andar, de olhar do protagonista.

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Fonte: Primeira Coluna